Défice de mais de 60 mil professores: por que a Educação vai recrutar 9.000 agentes

Publicado em: 13-07-2026



Défice de mais de 60 mil professores: por que a Educação vai recrutar 9.000 agentes

Défice de mais de 60 mil professores: por que a Educação vai recrutar 9.000 agentes

Apesar de já contar com cerca de 237 mil professores em exercício, Angola continua a enfrentar um défice estrutural superior a 60 mil docentes, segundo dados do próprio Ministério da Educação (MED). É este cenário que justifica a abertura do concurso público de nove mil vagas, anunciado para arrancar a 15 de Julho.

Um problema que trava a expansão da rede escolar

Segundo o Ministério, a carência de professores continua a ser um dos principais desafios do sector, condicionando não só a expansão da rede escolar, mas também a melhoria da qualidade do ensino em diversas regiões do país. Escolas novas ou reabilitadas, por exemplo, podem ficar sem condições de funcionar plenamente sem o número adequado de docentes.

9.000 vagas não resolvem, mas atenuam o défice

As nove mil vagas agora anunciadas representam, portanto, apenas uma fracção do défice total estimado — pouco mais de 15% das 60 mil vagas em falta. Ainda assim, o Governo defende que esta admissão em larga escala vai reforçar significativamente os quadros das instituições de ensino, criando melhores condições para responder às necessidades mais urgentes do sistema educativo nacional.

Um esforço que se soma a processos anteriores

Este não é o primeiro grande esforço de recrutamento do sector: em 2018, o MED enquadrou 18.656 professores; em 2019, foram admitidos mais 10 mil; e, em 2021, o Executivo anunciou a realização de concursos públicos regulares para a contratação de mais de 23 mil professores ao longo dos anos seguintes, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Fonte: scm.gov.ao / Angola24Horas — Ministério da Educação (MED)

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