Ministra da Educação reconhece: 9.000 vagas ainda são insuficientes para o sector

Publicado em: 13-07-2026



Ministra da Educação reconhece: 9.000 vagas ainda são insuficientes para o sector

Ministra da Educação reconhece: 9.000 vagas ainda são insuficientes para o sector

Numa demonstração de transparência pouco comum em anúncios oficiais deste tipo, a ministra da Educação, Erika de Carvalho Aires, reconheceu publicamente que as nove mil vagas do concurso público que arranca a 15 de Julho não são suficientes para resolver as necessidades reais do sector no país.

Um défice que ultrapassa em muito o número de vagas

Com um défice estrutural estimado em mais de 60 mil professores, as nove mil vagas agora disponibilizadas representam apenas uma fracção da necessidade real. Ainda assim, a governante defende que se trata de um passo relevante dentro das possibilidades orçamentais actuais do Estado.

Um problema idêntico noutros sectores sociais

Este reconhecimento de insuficiência não é exclusivo da Educação: também no concurso do Ministério da Saúde, com seis mil vagas, as autoridades já tinham admitido publicamente que o número fica aquém das reais necessidades de recursos humanos do sector, sobretudo em províncias com maior défice de profissionais.

Um processo que deverá continuar nos próximos anos

À semelhança do que aconteceu depois dos concursos de 2018 e 2019 — que juntos enquadraram quase 29 mil professores — e do anúncio de 2021, que previa mais de 23 mil novas vagas ao longo dos anos seguintes no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), é expectável que o MED continue a realizar concursos públicos regulares para ir reduzindo, de forma gradual, o défice actual de docentes.

Fonte: Novo Jornal — declarações da ministra Erika de Carvalho Aires

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